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Silvia Lá Mon - la.monica@terra.com.br

Nem um nem outro

Li artigo de Arnaldo Jabor no qual ele comenta que “... o Brasil está se dividindo entre babacas e psicopatas. Hoje os babacas estão tentando seguir os psicopatas, por sua eficiência e falta de escrúpulos. Em breve seremos todos psicopatas.”

Como psicóloga, trabalhei com psicopatas e afirmo que me senti uma babaca. Eles realmente são ardilosos e quando você acha que está no domínio da situação, leva uma rasteira repentina. Acho que por isso sempre preferi trabalhar com os psicóticos, os quais, ao contrário, se desestabilizam justamente por serem extremamente sensíveis e não suportarem a mensagem dupla que a sociedade nos impõe.

O que me faz seguir em frente é ainda acreditar no lado bom do ser humano, na evolução das personalidades e do planeta, no melhoramento cármico individual e coletivo. Encoraja-me acreditar na Nova Era de Ouro.

Imaginar que os mestres ascensionados e os espíritos benignos olham por nós.

Sou otimista por natureza. Acredito na evolução das pessoas e do planeta e nunca serei uma psicopata. Já pensei algumas vezes em entrar na política, mas sempre desisti. Sou muito ingênua para enfrentar esse jogo. Sou eficiente preservando meus escrúpulos, sim. Por isso, pela primeira vez discordo do Jabor.

Penso que talvez eu viva num mundo à parte, pois tenho a felicidade de encontrar diariamente e conviver com pessoas que acreditam no bem e são eficientes em suas práticas visando o desenvolvimento do outro. São terapeutas, mestres, professores, poetas, artistas, escritores, religiosos, filósofos, médicos, ativistas, ecologistas, lojistas, empresários, jornalistas e tantos outros que não são psicopatas e muito menos babacas. Então, Jabor, somos uma fatia da sociedade que não se enquadra em nenhum desses dois limitantes lados de sua afirmação. Somos únicos e somos todos Um.

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